“O desafio é convencer pessoas que não estão na política a vir participar do mundo político”. A afirmação é do presidente nacional do partido Novo, João Amoêdo, que participou no sábado (8), em Itabuna, do terceiro encontro estadual da sigla na Bahia.

Quinto colocado na eleição para presidente em 2018, ele tem uma série de argumentos para referendar a adesão de mais nomes ao projeto da legenda. “O Novo é o único partido brasileiro que não usa dinheiro público para sua manutenção. O candidato passará por um processo seletivo e o eleitor saberá quem está se candidatando; o princípio é devolver poder ao cidadão”, disse ele em entrevista coletiva após o evento, que reuniu cerca de 350 pessoas, entre filiados e simpatizantes.

Na mesma linha, o presidente estadual da sigla, Gabriel Venturolli, disse que o processo seletivo para candidatos a prefeito reuniu 11 inscritos. No pleito nacional, lembrou ele, dos 20 deputados eleitos (entre estaduais e federais), só um já tinha ocupado um mandato previamente. “O fato do Novo não usar das velhas práticas afasta um pouco o pessoal da velha política. Queremos capacitar e promover as novas lideranças”, completou.

As palavras dos dois líderes fazem jus aos nomes do médico Rafael Andrade e do empresário Ronaldo Abude, presentes ao evento e apontados junto a alguns correligionários do Novo como apostas do partido para candidatura a prefeito de Itabuna

Mas nenhum nome é apontado por Edmar Margotto Júnior, coordenador do núcleo municipal do Novo (falta apenas oficializar o termo diretório). Ele informou que a legenda hoje tem em torno de 170 filiados em Itabuna. Partindo da tônica “da indignação pessoal para a ação”, ele elaborou:

“Itabuna tem assegurado agora um diretório municipal e vai ser aberto um processo seletivo destinado aos filiados que querem se candidatar. O partido não quer apenas uma pessoa popular; se vai concorrer ao Executivo, tem que ser um bom gestor, ter qualificação, ética e técnica. O mesmo sentido para o Legislativo: queremos vereadores que tenham compromisso com a coisa pública, que querem governar não para si, e sim para o povo”.

Ética e técnica

Segundo Margotto, o referido processo seletivo deve ser aberto em agosto e concluído em outubro. “É analisada a capacidade ética e técnica da pessoa”, detalhou, acrescentando que quem vai decidir o candidato é a convenção municipal, ainda sem data marcada.

DB